domingo, 26 de junho de 2011

EXTRAÇÃO DE AREIA NO LEITO RIO MUNIM- NINA RODRIGUES- MA

                                                                         Maria da Piedade M. C.Bezerra




               A erosão é um processo de deslocamento de terra ou de rochas de uma superfície. A erosão pode ocorrer por ação de fenômenos da natureza ou do ser humano.
            No que se refere às ações da natureza, podemos citar as chuvas como principal causadora da erosão. Ao atingir o solo, em grande quantidade, provoca deslizamentos, infiltrações e mudanças na consistência do terreno. Desta forma, provoca o deslocamento de terra. O rio por sua vez realiza um trabalho naturalmente de erosão.
           O ser humano pode ser um importante agente provocador das erosões. Ao retirar a cobertura vegetal de um solo, este perde sua consistência, pois a água que antes era absorvida pelas raízes das árvores e plantas, passa a infiltrar no solo. Esta infiltração pode causar a instabilidade do solo e a erosão. A erosão por sua vez provoca o assoreamento.
         A retirada de areia do leito e das margens do rio Munim vem acelerando o processo de erosão e conseqüentemente o assoreamento em alguns trechos do mesmo.
        Pela necessidade econômica de alguns ribeirinhos, por não terem uma fonte de renda, utilizam a extração de areia de forma irregular contribuindo para o assoreamento.
           Isso ocorre principalmente no  período de estiagem, pois   algumas pessoas se beneficiam da venda de areia para a construção civil onde a mesma é retirada de forma abusiva e descontrolada, com a utilização de máquinas pesadas – dragas.


            É necessário controlar a retirada de areia no leito e nas margens do rio; proibir o uso de dragas e a comercialização de areia em média e longa escala, desta maneira certamente diminuirá os problemas ambientais no rio Munim.

sábado, 25 de junho de 2011

RIO MUNIM TRANSBORDA E DESABRIGA RIBEIRINHOS


                                                                             Jordelane C. Freitas
                              Passagem para o bairro são domingos e alguns povoados, onde necessitam de canoas para deslocamento.



 
                                                  Bares e restaurantes na praia dos amores


  Com  o forte volume de água do mês de maio, o Rio Munim transbordou, deixando assim várias famílias desabrigadas, escolas paralizadas e causando grandes problemas aos moradores ribeirinhos.
          Sabemos que esse problema não é recente, este fenômeno aconteceu em 2009 com maior intensidade, ou seja, o volume de água foi maior,  causando grandes tronstornos tanto para  a população rural quanto para a urbana.
            Mas  o que está sendo feito para que isso não ocorra mais? 
O  fenômeno La Niña, que ocorre em ciclos, que variam de 2 a 4 anos  é o responsável pelo aumento das chuvas em todo o Norte do Maranhão incluindo Nina Rodrigues.
O que deveria ser feito de imediato, era um planejamento dos órgãos competentes juntamente com os moradores e comerciantes  dessas áreas, para que se conscientizem quanto aos prejuízos previstos, já que quando há o fenômeno é sempre a mesma coisa, os problemas ambientais e sociais  ficam visíveis.
Com as enchentes a erosão fica bem nítida e os prejuízos são irreparáveis, como podemos constatar na foto abaixo,  com o fenômeno de 2009, que a Praça do Viva, continua com suas margens deterioradas.

                                                                                                    PRAÇA DO VIVA BALAIADA

domingo, 12 de junho de 2011

Problema ambiental decorrente do lixão no bairro Lagoinha – Nina Rodrigues -MA

           A falta de saneamento básico e ambiental causa conseqüências para todo o ambiente e não só para as cidades. Portanto, há exemplos como: poluição dos solos, das águas (superficiais e subterrâneas), alagamentos, doenças, entre outros.
           Trata-se de serviço de fundamental importância para a saúde pública urbana e, por conseguinte, para a saúde humana.  Muitas vezes insuficiente e ou deficitário faz se-à própria dinâmica da cidade, ao contínuo crescimento desta, à falta de investimentos e/ou à ingerência administrativa de seus gestores e, sobretudo, à falta de percepção ambiental da população usuária.
           Embora a participação popular tenha aumentado significativamente nos últimos anos na cidade de Nina Rodrigues, seja em ações individuais ou de grupo, comunitárias, na busca pelo cumprimento do compromisso e responsabilidades sócio- ambientais, ainda há um considerável desconhecimento do assunto.
           O percentual de contribuição individual ainda é inexpressivo. Ações como, por exemplo, reduzir o uso de bens de consumo desnecessários; dar preferência a produtos biodegradáveis, recicláveis e que não utilizem embalagem plástica; jogar o lixo nos locais adequados ou depositá-lo apenas nos dias de coleta, podem ser exercitadas por todos e muito contribuem  para prevenção da poluição por resíduos sólidos urbanos. No entanto, quase não são praticadas.



           A questão do lixo é um problema que precisa de um olhar mais responsável. Portanto cabe ao poder público tomar as medidas cabíveis à situação já que foi a prefeitura quem iniciou o depósito do lixo.



           Outro fator a destacar é o lixo hospitalar que em decorrência de não haver uma coleta seletiva o grande perigo de contaminação pode contribuir em dobro a contaminação de pessoas e de animais.
           Se a situação continuar a tendência é haver um agravamento no que diz respeito à saúde das pessoas e dos animais, pois os animais que entram e comem restos de alimentos contaminados, podem causar doença a si e às pessoas.
            Outra questão importante é o  chorume do lixo em decomposição que ao penetrar no lençol freático estará contaminando a água dos riachos, poços, açudes e o próprio rio, além de lugares que se encontram  mais próximo daquele local.


           Para que os danos ambientais no bairro Lagoinha e povoados adjacentes  de Nina Rodrigues não tenham efeitos futuros sérios ao entorno de sua comunidade e das demais, é preciso que haja uma ação urgente sobre a mesma. O poder público vem fazendo a coleta do lixo regularmente, mas, o local é inadequado, pois o mesmo é  a céu aberto. Vale ressaltar que o aquela área foi cercada com algumas pernas de arames onde não é o suficiente para deixar que animais adentrem.

            Pensar em saneamento hoje nas cidades envolve aspectos mais amplos, como a coleta, tratamento e disposição dos resíduos sólidos urbanos (mais conhecido como lixo urbano).
            Abrange ainda tratamento desses resíduos em:
-  aterros sanitários;
-  eliminação de lixões a céu aberto ou clandestinos;
-  centrais de incineração;
-  coleta seletiva e reciclagem;
-  desobstrução da rede de águas pluviais (águas de chuva);
-   limpeza urbana.

        

          


sábado, 11 de junho de 2011

O NOSSO LIXO DE CADA DIA

                                                                                                  Ana Maria Sousa- Vargem Grande

Seria possível pararmos de produzir lixo?
De imediato constatamos que essa alternativa  seria inviável, pois em  nome da ousada modernidade não abrimos mão de certos recursos para atender as "necessidades"  da vida. Dessa forma, vai gerando o consumismo exacerbado, e cada vez mais, pecamos na hora de fazermos nossas escolhas,ou seja, quando adquirimos ou compramos algum produto. Precisamos ter um olhar crítico e nos conscientizarmos quanto a reutilização de produtos que sejam recicláveis.
De acordo com as fotos abaixo constatamos que em Vargem Grande, o consumo é muito e o descaso é total por parte do poder público e das próprias pessoas que geram o lixo, o que observamos é que não há recipientes para a coleta do  lixo e os lixões ficam dentro e/ou perto da cidade, e com isso o aumento de doenças.
                                                        peixes pôdres jogados a céu aberto


 Deveríamos ser  como  Singapura, um país em que aplica multa em que joga o lixo em qualquer lugar, ou seja no chão. o que precisamos é criar leis mais rígidas para que as pessoas cumpram com seus deveres de verdadeiros cidadãos, para que não aconteça o que veremos nas fotos.






Já imaginou se alguns habitantes conseguissem mudanças em sua rua, bairro, cidade, no estado,e, quem sabe no país,como exemplo de referência e até no mundo. Para que isso seja realidade, o primeiro passo é cuidar bem de tudo o que está ao nosso redor para que as futuras gerações possam ter do que se orgulhar e usufruir. 
Vamos faça a sua parte...

COMUNIDADE REPUDIA O LIXO

       

                                               Adusinda Cantanhêde

                         
As grandes cidades brasileiras têm sofrido muito com a degradação do ar atmosférico, dos mananciais e dos solos. De modo geral, estes problemas estão ligados a desigualdades sociais existente nesses centros urbanos. Acesso a moradia a coleta e tratamento de lixo e ao saneamento básico, sendo os principais indicadores dessas desigualdades, e que funcionam como elementos agravadores dos impactos ambientais urbanos.
         Nas ultimas décadas, uma forma de impacto ambiental tem aumentado em Nina Rodrigues, levando em consideração o crescimento populacional. Com isso, todo lixo produzido na cidade é jogado a céu aberto nas proximidades do bairro Lagoinha e conjunto Isabela (moscas, baratas, mosquitos e ratos), que são transmissores de várias doenças. Esse lixão atrai animais como porcos e cachorros que se alimentam de comidas ali expostos. Portanto, às vezes a população alimentando-se da carne de porco irá contaminar-se de varias doenças. Esse lixo também contamina o solo e as águas (subterrâneas, lagos e rios), pois a decomposição da matéria orgânica produz um resíduo fétido e acedo.
          Fica aqui registrado o repúdio desses moradores que sofrem com estes problemas. Espera-se que o governo municipal se sensibilize e procurem providenciar um aterro sanitário para esse lixão, e que não fique só na promessa. Contudo, a melhoria da qualidade de vida dos Ninenses está nas mãos do governo. 

DESTRUIÇÃO NA ENTRADA DA CIDADE DE NINA RODRIGUES

Postado pelo Prof. Ms. Juarez Mota Pinheiro
UFMA - Departamento de Geociências

Segundo relato de moradores a CEMAR sob as ordens da Prefeitura de Nina Rodrigues determinou o desmatamento ilegal de todos os eucalípitos que ornamentavam a entrada da cidade.

A pergunta que fica sem resposta é a quem interessava tamanha agressão?

VEJAM AS FOTOS DO GRAVE CRIME AMBIENTAL SENDO COMETIDO.

Os eucalíptos derrubados

A moto-serra que derrubou as árvores

A madeira serrada será vendida? Quem vai ficar com o dinheiro? Quanto faturou esta ou estas pessoas?

Aonde está os postes da Cemar que seriam o motivo do desmatamento ilegal?
Na foto é possivel ver que a rede elétrica passa bem distante do local das árvores

Momento em que os agressores estão recolhendo a madeira


A senhora Prefeita de Nina Rodrigues Iara Quaresma do Vale Rodrigues precisa esclarecer à sociedade sobre este crime ambiental que está acontecendo na cidade e explicar porque nada foi feito para se impedir tamanha agressão.

Informações dão conta de que esta ação, a derrubada dos eucalíptos, foram solicitações dos moradores que estavam com medo de que as árvores poderiam cair em suas casas, pela ação dos ventos. Se isto for verdade, não havia a necessidade de um corte tão radical, como pode ser comprovado nas fotos, uma boa pôda resolveria a situação. Apresente os estudos técnicos que apontam que o que foi feito era realmente necessário.

Não queremos acreditar que o poder público de Nina Rodrigues faça parte dessa degradante ação que vai de encontro a tudo que o mundo tem feito para melhorar o meio ambiente.

sábado, 4 de junho de 2011

O lixo em Nina Rodrigues é um problema ambiental



 José Ribamar Costa
 

Lixão da cidade de Nina Rodrigues

A sociedade de consumo está produzindo cada vez mais lixo.
Uma pessoa sozinha produz em média 583g de lixo por dia. Isso significa 15 toneladas de dejetos ao longo de sua vida, estimada em 70 anos. Esse descarte equivale a 33 bois ou 18 carros populares, aproximadamente. Se pensarmos na população brasileira, o lixo produzido em dia chega a 0,11milhões de toneladas. A humanidade inteira, por sua vez hoje, em número superior a 6 bilhões de seres... joga fora 3,5 bilhões de toneladas entre um raio de sol e o próximo.
Há lixo de toda espécie e em toda parte: lixo orgânico, lixo reciclável, lixo hospitalar... há também lixo químico e lixo radiativo, ambos uma ameaça ao meio ambiente.
Em Nina Rodrigues uma pequena cidade do interior do maranhão o lixo produzido pela população urbana é um problema de saúde publica.
A coleta é realizada periodicamente, porém não e descartada de maneira seletiva, todos os resíduos seguem para mesmo destino, o lixão, localizado no bairro lagoinha. Uma área em aberto. Animais domésticos têm acesso aos restos mortais de animais e de outros objetos. O odor é muito forte, contamina o ar e o chorume penetra no subsolo, também contamina o lençol freático.
A população que mora próximo ao lixão sofre as conseqüências.
O fundamental é a construção de um aterro sanitário, mas acima de tudo, que exista uma consciência ambiental que leve as pessoas a descarta o lixo de maneira seletiva para que cada item siga o caminho mais adequado. Papel, garrafa de vidro e de plástico, latas, pilhas, baterias, celulares e sucata eletrônica, devem ser dimensionados a coletas específicas para reciclagem.
Com essa atitude a sociedade e o meio ambiente agradecem. 

O lixão de Nina Rodrigues causa transtorno à população


 Maria do Amparo da Luz Monteiro
 
Lixão de Nina Rodrigues
 Um dos problemas que afetam a qualidade de vida da população é o gerenciamento inadequado dos diversos tipos de resíduos sólidos. Sabe-se que um grande número de localidades urbanas e rurais em todo o mundo, vem sofrendo transformações ambientais danosas decorrentes dos crescimentos populacionais, industriais e da oferta do bem de consumo descartáveis, gerando o lixo e resíduos industriais diversos que necessitam cada vez mais de aterros sanitários para sua disposição muitas vezes inadequadas a esse fim.
No Brasil, cerca de 230 mil toneladas de lixo são produzidos por dia, e as autoridades ainda tratam como o último tópico do saneamento básico, mesmo com o crescimento dos lixões em todo o país que abrigam milhares de trabalhadores em condições sub-humanas, além de propiciarem a contaminação do solo e da água.
Em Nina Rodrigues a maior parte do lixo produzido é domestico, sendo constituído por restos de alimentos, papéis, latas, plásticos e embalagens em geral. O lixo público resulta dos serviços de limpeza pública. Hospitalar é resultado dos resíduos gerados no hospital e no posto de saúde. Ele inclui seringas de injeção, agulhas, luvas, gazes, medicamentos vencidos e embalagens de soro.
Não existe coleta seletiva do lixo, a população coloca o mesmo em lixeiras distribuídas em algumas ruas da cidade, nas portas das residências, ou queimam em seus quintais.
 A prefeitura dispõe um transporte 3 vezes por semana para recolher o lixo produzido, sendo que não atende a toda população, pois tem ruas que dificilmente ele chega.
O lixo coletado é despejado no lixão próximo as casas do bairro Lagoinha, causando incomodo, e sérios riscos à saúde dos moradores, pois o odor que exala é insuportável lá é deixado de tudo: vísceras de frangos, animais mortos e outros.
Sabe-se que nos lixões o lixo é depositado deliberadamente a céu aberto e não recebe nenhuma forma de tratamento. Com isso, há liberação de gás metano e chorume, um líquido negro que se forma pelo acumulo de água das chuvas provoca mau cheiro e representa forte ameaça podendo contaminar os lençóis freáticos. Além de originar poluentes, ainda pode atrair uma série de animais, como: ratos, baratas e outros insetos responsáveis pela transmissão de diversas doenças graves. Não esquecendo que o lixão daqui fica próximo a córregos de água e riachos que as pessoas utilizam suas águas para suas necessidades.  
O que fazer com o lixo não é uma questão que aflige só a população de Nina Rodrigues. Trata-se de uma preocupação mundial.
Uma alternativa mais segura são os aterros sanitários, por serem diferentes dos lixões sendo construídos seguindo certo procedimentos de segurança. Não esquecendo que eles geram o chorume. Mas quem nunca ouviu recomendações para usar o princípio dos três “erres” (reduzir, reutilizar e reciclar) na hora de consumir e dar um destino ao lixo que produz.
Lixo e chorume